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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sucateamento atinge boa parte das DPs do RN

A “Modernização e aparelhamento do sistema de segurança do Estado do Rio Grande do Norte” citadas na nota de esclarecimento do secretário Aldair da Rocha não chegaram à todas unidades policiais. O desaparelhamento e sucateamento de algumas delegacias podem ser constatados diariamente. Exemplo disso está na praia da Redinha, zona Norte da capital. Lá, a 13ª Delegacia de Polícia está, literalmente, caindo aos pedaços. A devolução de verba que poderia amenizar a situação é criticada por entidades da área.


A 13ª DP funciona em uma casa alugada localizada numa rua sem pavimentação na Redinha. O acesso ao prédio, em períodos de chuva, fica complicado. Não há sinalização no local. Quem passa pela frente e observa o prédio deteriorado e tomado pelo mato nem imagina que ali funciona uma delegacia. A falta de conservação toma conta de toda a estrutura. Pedaços do teto já caíram e o declive na cobertura é aparente. “Aquele prédio vai cair qualquer dia. É um absurdo que, com essa situação, o Estado ainda devolva dinheiro que deveria ser investido na segurança”, disse o presidente do Sindicado dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol/RN), Djair Oliveira. “E a delegacia da Redinha não é a única nessa situação. De uma forma geral, a polícia Civil está desaparelhada e sucateada”, completou.

Estrutura interna da Delegacia da Redinha está comprometida


O juiz de Execuções Penais das comarcas de Natal e Nísia Floresta, Henrique Baltazar, informou que há uma “desorganização jurídica” no Governo do Estado. “Essa desorganização faz com que o Estado perca verbas federais por diversos fatores. O Estado não sabe sequer quais são suas propriedades”, destacou. O magistrado lembrou ainda que o RN pode perder R$ 24 milhões destinados a construção de duas cadeias públicas em Ceará-Mirim e Mossoró. O que garantiria a abertura de 1.200 novas vagas no sistema prisional. Segundo o juiz, há convênio firmado entre Estado e Ministério da Justiça, mas as licenças e liberações para construção não foram expedidas pelo Corpo de Bombeiros e Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do RN (Idema). “Nós lutamos por esses projetos e estamos esbarrando nessa questão”, colocou. O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Marcos Dionísio, afirmou que não ficou surpreso com a devolução de dinheiro para a Senasp. “Acompanhamos o descaso com a segurança pública há muitos anos. Vivemos uma tragédia”, colocou. Segundo Dionísio, somente em 2013, o RN contabilizou 1.642 homicídios. Ele disse ainda que teme novas perdas de verba para o setor. “Corremos o risco de naufragar no programa ‘Brasil Mais Seguro’. A situação é crítica”, pontuou.

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