Texto prevê que "o Presidente ou outro membro competente do Tribunal, nos demais casos, quando tiver ciência de irregularidade, é obrigado a promover a apuração imediata dos fatos".
Uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá provocar
repercussão no caso da Padaria Mercatto, onde o desembargador Dilermando
Mota foi acusado de agredir um garçom, o que levou o empresário
Alexandre Azevedo a sair em defesa do funcionário, protagonizando a cena
que viralizou nas redes sociais e ganhou repercussão nacional.
De acordo com o artigo 8º da Resolução nº 135, de 13 de julho de
2011, “O Corregedor, no caso de magistrados de primeiro grau, o
Presidente ou outro membro competente do Tribunal, nos demais casos,
quando tiver ciência de irregularidade, é obrigado a promover a apuração
imediata dos fatos, observados os termos desta Resolução e, no que não
conflitar com esta, do Regimento Interno respectivo”.
Assim, o presidente do Tribunal de Justiça, Aderson Silvino, é
obrigado a abrir investigação para apurar os fatos, que configurariam
conduta irregular, como trata o texto acima, quando se recorre à Lei
Orgânica da Magistratura Nacional (Lei Complementar nº 35/1979), a qual
diz em seu artigo 35, inciso oitavo, que é dever do magistrado “manter
conduta irrepreensível na vida pública e particular”.
A Resolução 135 do CNJ, além de prevê a obrigatoriedade da apuração
pelo tribunal, abre ainda o precedente para qualquer cidadão denunciar
irregularidades. Nesse sentido, se o TJ não cumprir sua função, o que
configuraria uma ilegalidade, qualquer pessoa pode acionar a Justiça
sobre o caso da Padaria Mercatto.
“A notícia de irregularidade praticada por magistrados poderá ser
feita por toda e qualquer pessoa, exigindo-se formulação por escrito,
com confirmação da autenticidade, a identificação e o endereço do
denunciante”, diz o artigo nono do texto.
A decisão sobre esse caso só será tomada pelo Tribunal de Justiça a
partir da próxima semana, quando o Judiciário retoma as atividades,
conforme assessoria de imprensa.
CNJ
De todo modo, o assunto promete render. E se não aqui, em Brasília. O
advogado Sanderson Mafra, que representa o empresário Alexandre
Azevedo, avalia “que é bem provável que o assunto vá terminar no
Conselho Nacional de Justiça”.
Segundo explicou à reportagem, a decisão não está tomada ainda, mas
Alexandre Azevedo, que ficou conhecido por “Gordinho da Mercatto” deverá
mesmo representar contra Dilermando Mota no CNJ.
Portal no Ar
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