Uma mulher acusada de praticar golpes diários contra dezenas de pessoas, através de mensagens falsas de operadoras de telefonia celular, foi capturada, no começo da tarde desta sexta-feira (24), numa operação de investigação feita por agentes da Coordenadoria de Inteligência Policial (CIP), do Comando-Geral da Polícia Militar.
Francisca Rodrigues Nogueira, 27, foi detida em casa, no Jardim Violeta, no Barroso (zona Sul da Capital cearense).
Em poder da acusada, a Polícia encontrou vários comprovantes de depósitos bancários, além de cartões de bancos. Segundo as investigações, a mulher usava conta de ‘laranjas’ para receber o dinheiro que arrecadava nos golpes através de celulares.
Em média, ela ‘lucrava’ cerca de R$1 mil por dia com a falcatrua.
Utilizando o nome das quatro operadoras de telefonia celular, Francisca enviava ‘torpedos’ para as pessoas de forma aleatória. Nas mensagens, a informação de que o usuário da rede havia sido ‘sorteado’ com casas, automóveis, viagens e outros falsos prêmios.
Mas, para recebê-los, teria que, em contrapartida, fazer depósitos para a cobertura de despesas bancárias. Esse era o argumento para o golpe.
As mensagens eram complementadas com o diálogo que ela mantinha com as vítimas, garantindo que a premiação era verdadeira.
Nesta ocasião ela se passava por atendente das operadoras, o que dava mais confiança as pessoas de que a ‘premiação’ era verdadeira. O passo seguinte era ela fornecer o número da conta bancária em que a pessoa deveria fazer o depósito para ter direito ao prêmio. Saques e transferências, em seguida, eram realizadas pela golpista e pelas ‘laranjas’ que recebiam uma pequena cota de cada golpe bem-sucedido.
Ao ser detida com provas do crime, a mulher também portava drogas. O caso foi parar na Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF). O titular daquela Especializada, delegado Jaime Paula Pessoa Linhares, decidiu autuar a golpista pelo crime de tráfico de drogas.
Já a acusação de crime de estelionato, será investigada com maior extensão através de inquérito a ser instaurado por portaria. Através dos comprovantes de depósito, a Polícia vai identificar as vítimas dos golpes, bem como os titulares das contas que eram utilizadas para a movimentação do dinheiro obtido de forma fraudulenta. Estes, deverão também ser indiciados em inquérito.


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