O Ministério Público Federal (MPF) em
Mossoró denunciou Expedito Luís de Carvalho, o “Luizinho”; Emerson
Ricardo Cândido de Moraes, o “Magão”; Lucieldson Soares da Silva,
conhecido como “Pirrola”; e Antônio Vieira Ribeiro Júnior, o “Juninho
Queimado”, pelo assassinato do agente penitenciário federal Lucas
Barbosa Costa, ocorrido em 17 de dezembro de 2012, em Mossoró.
O MPF pede a condenação dos quatro por
homicídio qualificado (artigo 121, § 2º, incisos II, III e IV, Código
Penal Brasileiro), ocultação de cadáver (art. 211) e associação
criminosa (art. 288). A denúncia considera que o crime foi cometido por
motivo fútil, de forma cruel e mediante meio que dificultou a defesa da
vítima, logo após o terem identificado como agente penitenciário
federal.
As investigações apontaram que, no dia
do assassinato, por volta das 19h, o grupo estava realizando assaltos a
residências no bairro do Alto de São Manoel, quando abordaram e
dominaram a vítima no momento em que Lucas Barbosa se aproximava de sua
casa. Os criminosos identificaram o agente e decidiram, então, matá-lo.
Parte da quadrilha entrou no carro da
vítima e seguiu em direção à estrada da Raiz, enquanto o restante
acompanhava o trajeto em outro veículo. Ao chegar ao destino, eles
vestiram o uniforme de agente penitenciário na vítima e amarraram Lucas
Barbosa. Os denunciados atiraram pelo menos 14 vezes contra a vítima,
utilizando-se de ao menos três armas, calibres .38 e .40.
De acordo com o inquérito policial, os
quatro integram uma quadrilha ainda maior e respondem por diversos
crimes, sendo “bandidos conhecidos na cidade de Mossoró”. Logo após
assassinarem o agente penitenciário, eles esconderam o cadáver no mato e
colocaram fogo no veículo da vítima.
Durante a ação, “Luizinho” colocou seu
chip no celular de Lucas Barbosa e efetuou diversas ligações para os
demais membros da quadrilha, como forma de se comunicar diretamente do
carro do agente com o outro automóvel utilizado na fuga.
“Nesse cenário, avulta que a intenção
dos réus, após descobrirem que a vítima era um Agente Penitenciário
Federal, foi a de por fim à vida de Lucas Barbosa Costa, uma vez que
este não fez um único disparo sequer e nem reagiu à suposta tentativa de
assalto, enquanto os réus efetuaram mais de 14 tiros, todos eles
certeiros e a maioria em regiões vitais, como tórax e cabeça”, descreve a
denúncia do MPF.


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